CBL, ebooks e mercado brasileiro

Nos dias 13 e 14 de junho, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) discute o cenário nacional, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, no 4º Congresso Internacional CBL do Livro Digital.

Para Mansur Bassit, diretor-executivo da CBL, o papel do editor vai sempre existir. “A autopublicação mostra que tem muita coisa boa e muita coisa ruim a ser dita. Será que o leitor está disposto a passar por dez livros ruins para ter uma boa experiência?”, questiona Bassit.

Sergio Herz, diretor da Livraria Cultura, concorda que a autopublicação cria um entrave para o leitor: “É uma oportunidade para o autor, mas, dependendo do número de títulos, pode ser uma dificuldade, porque é duro para o consumidor avaliar isso”.

A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, encomendada pela CBL à Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), baseada em dados de 2011, mostrou um mercado ainda muito incipiente, registrando apenas 5.235 livros digitais vendidos no país.

Porém, embora não tenha números concretos, a CBL acredita que houve um grande crescimento no mercado em 2012.
“O digital está crescendo exponencialmente e puxando a venda de impressos, atingindo o público que já tem a leitura como hábito”, diz Mansur Bassit.

Para Ricardo Garrido, diretor de operações do Iba, loja de conteúdo digital, a lenta entrada de ebooks no país é coisa do passado. “Começou a crescer quando editoras passaram a lançar ebooks simultaneamente aos impressos e com o aumento da venda e uso de tablets”.

De acordo com pesquisa da consultoria IDC, o Brasil vendeu 3,1 milhões de tablets em 2012, um crescimento de 171% em comparação ao ano anterior, quando foram comercializados 1,1 milhão de unidades.



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